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13 de junho de 2017

Como NÃO explicar uma extinção em massa



Texto por: João Victor Pereira, David Leiroza, Luisa Gonçalves e Artur Espindola

Você já se deparou com uma pergunta do tipo “Como os dinossauros se extinguiram?” ou “como uma extinção pode matar tantos seres vivos?” Aprenda a não responder errado.

    Uma prática muito comum hoje em dia é a da vasectomia. Parece ser algo relativamente recente que se desenvolvera com a ascensão das tecnologias. A vasectomia aparentemente é uma prática extremamente velha e perigosa, podendo ter sido um dos fatores da extinção dos dinossauros. Nesse caso ela não teria sido feita por médicos, mas sim com o aumento da temperatura no final do cretáceo que fez com que a temperatura ótima para o desenvolvimento das gônadas fosse ultrapassada e, como sabemos que os grandes répteis eram de fato grandes, ficaria difícil dissipar todo esse calor acumulado. Além disso, outra coisa que também é comum ao ser humano e aos dinossauros é o uso de plantas com substâncias psicoativas, muitas vezes gerando overdose. Sim, as plantas que florescem (angiospermas) começaram a aparecer no final do cretáceo (coincidência?), plantas essas que conseguiam produzir substâncias tóxicas as quais os dinossauros ainda não haviam aprendido a habilidade de identificar, causando overdose e consequentemente, pela falta de policlínicas, centros de pronto-socorro, hospitais, etc., sua morte, corroborando sua extinção.
    Parece absurdo, mas estas hipóteses foram propostas no Século XX e ganharam prestígio no seu tempo. A ciência como um todo trabalha com estudos que se baseiam em evidência, seguindo uma metodologia básica e visando a reprodutibilidade de experimentos. Não é difícil olhar para estas hipóteses e fazer perguntas de partes que não se conectam o suficiente para formar uma teoria. Como saber a temperatura ótima do desenvolvimento de gônadas de dinossauros? O final do Cretáceo teria sido tão quente assim a ponto de provocar tal situação? Como saber que os dinossauros tinham um paladar não aguçado? Será que o fígado deles realmente não dava conta das substâncias tóxicas? Tecidos com baixo potencial fossilizador são difíceis de serem estudados. E os outros táxons que se extinguiram, isso aconteceu da mesma maneira? Inclusive nos organismos marinhos? Impossível. 
    Hoje em dia, estudos amparados em evidências e que possibilitaram posteriormente muitos e muitos outros estudos, permitiram propor a hipótese que coloca o impacto com um asteroide ou cometa há 65 milhões de anos e suas consequências como causa principal da extinção K-T. Toda a grande extinção tem uma gama de causas e consequências que atreladas fazem de um possível desastre uma grande extinção de fato. Uma epidemia que dizima uma espécie inteira não chega aos pés do que uma grande extinção pode representar em termos taxonômicos, mas a epidemia atrelada a outros fatores pode sim contribuir para uma extinção em massa. A história da vida tem sido marcada por eventos pontuais de extinção em massa e é importante que saibamos lidar cientificamente em cada caso. 
Figura 2 - Pintura de John Martin descrevendo o apocalipse (Foto de: WIKIMEDIA COMMONS)

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